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Dados abertos

1.036 ofertas reais, medidas uma a uma

Em dois dias de agosto de 2026, o Farol leu e calculou cada oferta que apareceu na tela. Estes são os números — inclusive os que contrariam o que a gente esperava.

R$ 53,57

por hora

O que a oferta mediana propõe

Valor bruto da oferta dividido pelo tempo total, incluindo o deslocamento até o passageiro. Não é o que sobra: combustível, manutenção e depreciação saem daí. Um quarto das ofertas ficou abaixo de R$ 45,05 e um quarto acima de R$ 62,67.

29%

do tempo

É só para buscar o passageiro

Mediana do tempo total gasto antes de a corrida começar — e 23% do quilômetro. Em uma a cada quatro ofertas, passa de 40% do tempo. É trabalho que acontece e não aparece no card.

48,8%

das comparações

O R$/km aponta para o lado errado

Comparando todos os 535.979 pares possíveis de ofertas, em quase metade a que tem o melhor R$/km não é a que paga melhor por hora. Escolher pelo R$/km chega perto de decidir no cara ou coroa.

A madrugada pagou melhor que a hora do rush

Mediana do que as ofertas propunham por hora, em cada faixa do dia. Das 21h às 22h — quando a rua parece cheia — foi quando as ofertas propuseram menos. Às 3h, propuseram 41% mais.

19h
R$ 44,29
20h
R$ 46,52
21h
R$ 43,26
22h
R$ 43,32
23h
R$ 58,44
00h
R$ 51,86
01h
R$ 57,02
02h
R$ 56,97
03h
R$ 60,98
04h
R$ 55,94

Só faixas com 30 ofertas ou mais. Valores brutos da oferta, antes de qualquer custo.

Como estes números foram levantados

Um motorista rodou com o Driver Zone Pró ligado em São Paulo, nos dias 29 e 30 de agosto de 2026. Cada oferta que apareceu na tela foi lida e calculada pelo próprio app, e gravada com o preço, o tempo e o quilômetro de embarque e de viagem separados.

Foram 1.044 capturas. Descartamos 8 (0,8%) por leitura implausível — coisas como um preço de R$ 2.585 numa corrida de 11 km, que é erro de reconhecimento de texto, não oferta ruim. Restaram 1.036.

Todas as contas usam o total: tempo e quilômetro da viagem mais o deslocamento até o passageiro. Onde dizemos “mediana”, é mediana mesmo — não média — porque uma corrida de aeroporto distorce média e não distorce mediana.

O que estes dados não são: não são o Brasil. São dois dias, um motorista, uma região, com a maior parte das leituras entre 19h e 5h. Servem para mostrar o que dá para medir quando alguém mede — não para prever o seu turno.

Nenhum dado de passageiro foi usado, guardado ou publicado.

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